Conjuntivite: sintomas principais e quando buscar ajuda médica

Saiba reconhecer os principais sintomas de conjuntivite, entenda as diferenças entre os tipos mais comuns e descubra em quais sinais é fundamental procurar atendimento médico presencial ou por teleconsulta.

Está com olho vermelho, coceira ou secreção?

Conecte-se com um médico online e receba orientação segura sobre a possibilidade de conjuntivite e a necessidade de atendimento presencial.

Visão geral

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, a membrana fina e transparente que reveste a parte branca do olho e a face interna das pálpebras. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, alergias, contato com substâncias irritantes (como cloro, fumaça, poeira) ou até por uso inadequado de lentes de contato. Embora, na maioria das vezes, seja uma condição benigna e autolimitada, os sintomas causam bastante incômodo e, em alguns casos, podem sinalizar problemas mais graves.

No Brasil, o Ministério da Saúde e sociedades médicas orientam atenção especial a surtos de conjuntivite viral, que podem ocorrer em determinadas épocas do ano, especialmente em ambientes com grande circulação de pessoas. Informações gerais para a população podem ser encontradas em portais como o Ministério da Saúde e em materiais educativos da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (CBO).

Entender os principais sintomas e saber quando procurar atendimento médico é fundamental para evitar complicações, reduzir o risco de contágio e garantir o tratamento correto, principalmente em crianças, idosos, pessoas com baixa imunidade e usuários de lente de contato.

Dúvida se é conjuntivite ou outro problema?

Um médico online pode orientar as primeiras medidas e indicar se há necessidade de avaliação presencial com oftalmologista.

O que é conjuntivite e quais são os tipos mais comuns?

A conjuntivite pode ser classificada de acordo com a causa principal:

  • Conjuntivite viral: geralmente causada por adenovírus. É a forma mais contagiosa, comum em surtos, e costuma acometer os dois olhos, com secreção mais aquosa, sensação de areia nos olhos e inchaço das pálpebras.
  • Conjuntivite bacteriana: causada por bactérias como Staphylococcus ou Streptococcus. Em geral, produz secreção amarelada ou esverdeada, mais espessa, que pode “grudar” os olhos ao acordar.
  • Conjuntivite alérgica: relacionada a rinite, poeira, ácaros, pelos de animais, polens e outros alérgenos. O sintoma predominante é a coceira intensa, muitas vezes associada a lacrimejamento e inchaço das pálpebras.
  • Conjuntivite irritativa: decorrente de contato com substâncias químicas (como produtos de limpeza, maquiagem, cloro de piscina), fumaça ou corpos estranhos.

Em todos os casos, a inflamação leva à dilatação dos vasinhos da conjuntiva, gerando o clássico olho vermelho, que é o sintoma mais visível para o paciente e para quem convive com ele.

Sintomas principais da conjuntivite

Os sintomas podem variar conforme a causa, mas alguns sinais são muito característicos e ajudam a levantar a suspeita:

  • Olho vermelho (hiperemia conjuntival);
  • Sensação de areia ou corpo estranho nos olhos;
  • Lacrimejamento aumentado;
  • Inchaço das pálpebras;
  • Secreção aquosa, mucosa ou purulenta (amarelada/esverdeada);
  • Coceira, mais intensa nos quadros alérgicos;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia) em alguns casos;
  • Desconforto para abrir os olhos ao acordar, pela secreção seca acumulada.

Em quadros virais, é comum que a conjuntivite venha acompanhada de sintomas respiratórios, como coriza, dor de garganta ou mal-estar geral. Já na conjuntivite alérgica, muitas vezes há associação com rinite alérgica (espirros, nariz entupido e coceira nasal).

Para quem deseja se aprofundar, o site da American Academy of Ophthalmology (AAO) dispõe de materiais explicativos em linguagem acessível sobre conjuntivite e outras doenças oculares.

Checklist rápido

Suspeita de conjuntivite: sinais de alerta

  • ✔️ Dor intensa nos olhos;
  • ✔️ Queda da visão ou visão embaçada de forma importante;
  • ✔️ Dificuldade para abrir os olhos devido à luz;
  • ✔️ Histórico de trauma recente, queimadura química ou corpo estranho;
  • ✔️ Uso de lente de contato com piora súbita da dor ou da vermelhidão;
  • ✔️ Febre alta ou mal-estar muito intenso associado ao quadro ocular.

Na presença de qualquer um desses sinais, é importante procurar avaliação médica com prioridade, pois podem indicar condições além de uma conjuntivite simples, como ceratite (inflamação da córnea) ou infecções mais profundas.

Quando procurar atendimento médico para conjuntivite

Nem todo olho vermelho é uma emergência, mas alguns critérios ajudam a decidir quando não dá para “esperar melhorar sozinho”. Procure atendimento médico (presencial ou por telemedicina, dependendo da gravidade) quando:

  • Os sintomas são intensos, com muita dor, secreção abundante ou grande incômodo;
  • Há piora progressiva após 24–48 horas, em vez de melhora;
  • Você usa lentes de contato e percebe dor, embaçamento visual ou sensibilidade à luz;
  • O quadro acomete bebês, crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunidade baixa;
  • Há dificuldade para enxergar, leitura prejudicada ou sensação de “véu” sobre os olhos;
  • O olho foi exposto a produtos químicos, calor intenso ou trauma direto;
  • Os sinais surgem em surto na família, escola ou ambiente de trabalho.

Em situações de menor gravidade, a teleconsulta com um clínico geral pode ajudar a diferenciar conjuntivite de outras causas de olho vermelho, orientar medidas iniciais (como compressas frias, higiene ocular) e definir se é necessário encaminhamento para o oftalmologista.

Para situações de emergência — dor intensa, perda súbita da visão, trauma ou queimaduras — a recomendação é procurar imediatamente um serviço de pronto-atendimento.

Conjuntivite pega? Entenda como funciona o contágio

Conjuntivites virais e bacterianas são altamente contagiosas. A transmissão acontece principalmente por:

  • Contato direto com secreção ocular (mãos, toalhas, fronhas, maquiagem, lentes de contato);
  • Gotículas respiratórias, no caso de alguns vírus;
  • Objetos compartilhados em ambientes fechados, como escolas, creches e escritórios.

Medidas simples ajudam a reduzir o risco de transmissão:

  • Lavar as mãos com frequência, com água e sabão ou álcool em gel;
  • Evitar coçar os olhos ou compartilhar toalhas, travesseiros e maquiagem;
  • Não usar lentes de contato enquanto houver sintomas;
  • Manter boa ventilação dos ambientes.

O portal CDC (Centers for Disease Control and Prevention) traz orientações detalhadas sobre formas de transmissão e prevenção de conjuntivite.

Automedicação: por que evitar colírios por conta própria

É muito comum recorrer a “colírios que sempre funcionaram” ou a medicamentos indicados por amigos e parentes. No entanto, o uso de colírios sem avaliação médica — especialmente aqueles que contêm corticoides — pode mascarar sintomas, piorar infecções ou favorecer complicações.

Em algumas situações, o corticoide pode agravar infecções virais ou bacterianas, aumentar a pressão intraocular e até prejudicar a córnea. Por isso, a recomendação das sociedades oftalmológicas é clara: colírios com corticoide só devem ser usados com prescrição e acompanhamento de um médico.

Mesmo colírios “lubrificantes” e “para aliviar vermelhidão” devem ser utilizados com orientação, principalmente em pessoas com histórico de olho seco grave, cirurgias oculares, glaucoma ou uso crônico de lentes de contato.

Como a telemedicina pode ajudar em casos de conjuntivite

A teleconsulta com um clínico geral pode ser uma excelente porta de entrada para quem está com olho vermelho, secreção leve e desconforto moderado, sem sinais de gravidade. Durante a consulta, o médico irá:

  • Avaliar a história clínica, início e evolução dos sintomas;
  • Identificar fatores de risco (uso de lentes, exposição a produtos químicos, traumas);
  • Verificar, por vídeo, características do olho vermelho e da secreção;
  • Orientar medidas de higiene ocular e alívio de sintomas;
  • Definir se há indicação de colírios específicos ou encaminhamento ao oftalmologista.

Sempre que necessário, o médico poderá emitir atestado médico e, em situações selecionadas, solicitar avaliação presencial para exame detalhado do segmento anterior, aferição de pressão intraocular e outros testes que só podem ser feitos no consultório.

No Meu Doutor 24 Horas, você pode agendar atendimento online com clínico geral para tirar dúvidas, receber orientação segura e, se indicado, ser encaminhado para oftalmologia.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica presencial ou por teleconsulta. Em caso de dor intensa, perda de visão, trauma ocular ou exposição a produtos químicos, procure atendimento de urgência imediatamente.

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